Estudantes do MIT e do ISPTEC trocam experiência em Luanda

Um grupo de estudantes e formadores do MIT, encontra-se em Luanda para troca de experiência com estudantes do ISPTEC, no âmbito do acordo firmado entre as duas instituições com o patrocínio da Sanangol, em Junho de 2025, para o desenvolvimento de iniciativas nas áreas de recursos naturais, energia e tecnologia.

As actividades concentram-se em dois momentos, nomeadamente Global Classroom e estão previstos ao abrigo do acordo igualmente iniciativas sobre tecnologias geoespaciais para monitoramento ambiental, bem como, o Global Teaching Labs, onde os estudantes do MIT leccionam disciplinas STEM, Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, com foco em tecnologias de energia renovável.

Os referidos Programas inserem-se na estratégia de crescimento e internacionalização do ISPTEC e enquadram-se no Programa MIT África que tem como objectivo promover a aprendizagem colaborativa internacional, a inovação pedagógica e a transferência de conhecimento, através da partilha de metodologias avançadas de ensino e investigação, desenvolvimento de soluções académicas e científicas com impacto nos reais problemas locais.

O programa, que teve início no dia 6 do corrente mês, é ministrado em regime intensivo, com duas turmas por curso, combinando abordagens teórico-práticas. O Global Classroom estende-se por duas semanas, com sessões diárias, enquanto que o Global Teaching Labs tem a duração de três semanas, igualmente com actividades diárias.

A Coordenadora do grupo, Professora Danielle Wood, afirmou que “há muitos anos, comecei um dos primeiros programas de estudo aberto entre a África e o MIT, e há poucos exemplos em que estudantes do MIT e estudantes africanos possam trabalhar juntos numa cooperação liderada pelo Governo de um país africano”. “Estou muito agradecida por ter a oportunidade de estar aqui, no ISPTEC”.

Fidel Dos Santos estudante de Engenharia Mecânica e team leder , considerou a iniciativa irrequecidora “essa colaboração é de grande importância porque permite entender o quanto conseguimos alcançar estando aqui no ISPTEC, tivemos a possibilidade de uma equipa americana chegar aqui e agregar valor, bem como intenacionalizar o nome da nossa instituição e do nosso pais…”.

Já Charcia Bastos, estudante de engenharia mecânica, caracterizou esta experiencia como brilhante “ a nivel pessoal tem sido extraordinário poder lidar com os estudantes de outras culturas, o melhor instituto de engenharia do mundo, e tem sido muito boa a partilha de conhecimento. Por sua vez, Kristof Misquita, estudante PHD do MIT, afirmou “estou muito entusiasmado por estar aqui, para ajudar a construir uma ponte entre o MIT, a Sonangol e o ISPTEC”.

“É uma grande partilha de conhecimento entre todas as partes, para debater temas ligados à energia renovável e petróleo e gás, tal como a infraestrutura computacional por detrás destas indústrias”.