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    COMUNICADO DE IMPRENSA: Desmentido sobre suspensão de fornecimento de fuel oil por parte da sonangol a fabricas de cimento

    sexta-feira, 3 de Novembro de 2017
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    ​A Sonangol E.P. vem, na sequencia de notícias veiculadas por órgãos de comunicação social, desmentir que tenha suspendido, em qualquer altura, o abastecimento de Fuel Oil à empresa cimenteira Fábrica de Cimento do Kwanza Sul (FCKS). Mais esclarece que não houve nenhuma decisão no sentido de se parar o fornecimento de Fuel Oil à FCKS, à CIF ou a qualquer outra fábrica de cimento a operar em Angola.
    O que acontece, especificamente, em relação à FCKS é que esta empresa não dispõe de infraestruturas próprias de armazenamento, para receber e fazer a logística de distribuição do Fuel Oil. Esta situação põe em risco a chegada do combustível à zona da fábrica, comprometendo todo o processo produtivo, nomeadamente a produção do clínquer, matéria prima do cimento.
     
    De referir que, no sentido de colmatar esta debilidade da FCKS no que diz respeito às suas infra- estruturas, foi colocado pela Sonangol à sua disposição, em 2015, um terreno junto à Refinaria de Luanda, para que aí fossem instalados tanques de recepção de Fuel Oil. Até à data a FCKS ainda não o fez.
     
    No âmbito de um conjunto de reuniões entre a petrolífera e a cimenteira, que tiveram por objectivo ultrapassar as dificuldades vividas por esta última, a Sonangol mostrou total disponibilidade de acesso dos Camiões de Fuel Oil da FCKS à refinaria de Luanda durante o período nocturno, para carregamento do combustível, apesar do impacto que esta medida teria nas suas próprias operações.
    Desde dia 19 de Outubro, foi também disponibilizada à FCKS o uso das infraestruturas de armazenamento de Fuel Oil pertencentes à Cimangola.
     
    É de ter em conta que a FCKS é uma unidade fabril que produz cimento, construída em 2010 e cuja totalidade da obra, que ascendeu ao valor de 750 milhões USD, foi financiada na íntegra pela Sonangol. Este valor encontra-se totalmente em dívida para com a petrolífera nacional, acrescido ainda de juros no valor de 54 milhões USD, não tendo sido reembolsada, até a data, nenhuma das prestações já vencidas.
     
    É aliás do conhecimento público que, desde 2014 e até 2017, a fábrica da FCKS teve várias paragens de produção, relacionadas com diferentes motivos não ligados ao abastecimento de Fuel Oil.  A cimenteira funciona ainda com Gasóleo como fonte alternativa, e já se encontrava em 2016 com um número reduzido de trabalhadores e produções muito abaixo da sua capacidade.