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    PCA apresentou em Londres os principais resultados do processo de Transformação

    20 de outubro de 2017
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    No âmbito da sua participação como oradora na Conferência Oil & Money, organizada pelo The New York Times e pela Energy Intelligence, em Londres, a Presidente do Conselho de Administração da Sonangol deu uma entrevista à agência Reuters na qual destacou a boa performance financeira da empresa resultante das acções implementadas. Um dos pontos prioritários tem sido a valorização das pessoas, tendo sido feitas avaliações de competências “que permitem colocar as pessoas certas nos lugares certos”, referiu a Presidente do Conselho de Administração.

    Ao sublinhar a importância de se ter uma boa visão e um bom plano, Isabel dos Santos referiu ainda a importância do papel de cada colaborador da Sonangol no processo de mudança cultural: “transformar e mudar uma empresa não pode ser feito por uma única pessoa, mas sim por todos os seus colaboradores”.
     
    A Engª Isabel dos Santos acrescentou que, após um diagnóstico completo de avaliação de competências e processos, finanças, sistemas de IT, foram implementadas acções no sentido de haver maior rigor com as despesas, mais excelência e maior transparência. “Desenhámos um plano de redução de custos e de aumento das receitas, redesenhámos os sistemas e optimizámos a organização o mais que pudemos. E passaram-se apenas 18 meses. Este é um trabalho que tem de ser feito em vários anos”.
     
    “Quando tomámos posse em junho de 2016 tivemos um sentido de missão. A maioria de nós vinha do sector privado (…) foi um desafio aplicarmos as nossas competências, o que tínhamos aprendido em empresas internacionais, e em empresas de petróleo (IOCS), na transformação desta empresa”, referiu.
     
    A missão da administração é devolver à Sonangol a condição de força motriz da economia angolana e tornar-se na empresa petrolífera de referência no continente africano. Tem-se focado no controlo e redução dos custos de petróleo para garantir a competitividade do barril angolano, mas continua a investir no sector petrolífero, em linha com as tendências internacionais, obrigando-se a uma maior racionalidade e análise de investimentos. A petrolífera continua a desenvolver o seu plano de investimentos que, juntamente com as medidas de eficiência adoptadas, vai assegurar que o custo do barril angolano seja competitivo mesmo que a cotação internacional se fixe entre os 40 e 50 dólares. O objectivo é construir um novo modelo de negócio para o sector do petróleo e gás em Angola, que trará maior rentabilidade para todos os intervenientes do sector no país.
     
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    Um dos recursos com maior importância actualmente e nos próximos anos para a petrolífera é o gás. A Sonangol já é exportadora de gás para a Europa, Ásia, Médio Oriente, sendo autossuficiente no gás butano.
     
    Nesta entrevista, Isabel dos Santos destacou também o progresso conseguido em Angola, nos últimos 15 anos, ao nível de infra-estruturas, nomeadamente no que diz respeito a rede de estradas, portos, aeroportos e rede de telecomunicações, referindo que “…hoje em termos de ambiente de negócios Angola é um excelente país para onde olhar”.
     
    Reuters Newsmakers são fóruns de discussão com líderes políticos e de negócios de influência mundial, com a participação de uma audiência especializada, nomeadamente personalidades influentes da política, negócios, artes, ciência e media. Isabel dos Santos foi entrevistada neste fórum no âmbito da sua participação na 38.ª edição da Conferência Oil & Money que reuniu em Londres, entre 16 e 19 de outubro, mais de 500 executivos, decisores políticos, financiadores, estrategas e especialistas da indústria internacional de Petróleo e Gás.
     
    Reconhecida como a mais importante conferência de Energia do mundo, recebeu este ano oradores como os presidentes da Total, Statoil, BP, Sonangol, e ExxonMobil, entre outros. Entre os temas discutidos no evento deste ano estiveram as perspetivas para os preços do petróleo, o desafio do desenvolvimento lucrativo, os impactos das incertezas económicas e geopolíticas, a capacidade disruptiva das novas tecnologias de transporte e as mudanças na indústria global do gás.

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