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    PCA quer reduzir entre 20 a 30 USD os custos de produção do barril de petróleo

    10 de outubro de 2017
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    A Presidente do Conselho de Administração, Engª Isabel dos Santos disse esta segunda-feira que a Sonangol quer reduzir o “break-even” nos custos de produção de petróleo na ordem dos 20 a 30 dólares por barril, com o objetivo de produzir barris a 40-50 dólares.
     
    À margem da conferência FT Africa Summit, organizada pelo Financial Times em Londres, na qual a Engª Isabel dos Santos participou como oradora, a Presidente do Conselho de Administração da Sonangol sublinhou que as mudanças que estão a ser implementadas na empresa vão ajudar a estabelecer novos acordos de exploração e produção e reduzir custos significativamente. “Estamos a reestruturar os nossos termos e condições para os tornar mais atractivos”, referiu a Presidente do Conselho de Administração, explicando que em contratos anteriores, “o nível de compromisso (para as empresas) não era atractivo”. Isabel dos Santos referiu que foi feito um diagnóstico exaustivo na Sonangol, o qual incluiu uma avaliação de competências e de procedimentos. Os resultados desse diagnóstico, a par de um contexto económico difícil, levaram a administração a priorizar a Transformação Operacional em detrimento da Reorganização Corporativa.
     
    O programa de transformação já resultou num EBITDA positivo de 3,2 mil milhões de dólares em 2016, o que significa um aumento de 13 por cento relativamente a 2015. Desde que a nova Administração iniciou funções, a dívida também diminuiu de >13 mil milhões de dólares para ~10 mil milhões de dólares no fecho de 2016. Nos primeiros meses de 2017, a Sonangol já tinha conseguido reduzir a dívida para ~7 mil milhões de dólares (dados de junho de 2017).
     
    Produção de gás aumenta mais de 200%
     
    A produção total de gás da Sonangol em 2016 foi de 1,7 MMbopd, o que significa um aumento de 236% em relação a 2015, e em 2017 deverá chegar aos 5,3 MMbopd, concretizando um aumento de 209% face a 2016. Isabel dos Santos apontou o gás como parte central da estratégia da Sonangol para diversificar e sublinhou que o crescimento do consumo de gás será mais rápido do que o de petróleo. “Temos de ser uma empresa mais ágil, mais competitiva, mais lucrativa e com uma gestão mais parecida com a que vemos no setor privado”, sublinhou.
     
    A Sonangol mantém o objetivo de construir uma nova refinaria de petróleo, apesar do cancelamento dos trabalhos para uma refinaria planeada no Lobito no ano passado, estando neste momento à procura  de um parceiro para o projecto. “Vejo que existe um grande nível de interesse de operadores, investidores, financeiros. África será um daqueles continentes com o consumo em ascensão.”
     
    Isabel dos Santos acrescentou que a Administração tem-se focado intensamente na optimização da eficácia e dos seus procedimentos, considerando as melhores práticas internacionais mas também assegurando um nível adequado de controlo sem burocratizar excessivamente as operações.

     

    Sob o tema “What makes Africa work?” a edição de 2017 do Financial Times Africa Summit pretendeu reflectir sobre os pontos fortes, potencialidades e boas práticas do continente africano nos mais diversos sectores. O evento reúne anualmente chefes de Estado, políticos, empresários, investigadores e profissionais de várias áreas para uma reflexão acerca do presente e futuro do continente africano. Nesta edição participaram também Simon Wandke, Vice-Presidente e CEO do sector de minas da ArcelorMittal, Yemi Osinbajo, vice-presidente da Nigéria, e Pravin Gordhan, anterior Ministro das Finanças e actual membro do Parlamento da África do Sul.

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